Flor de Borges
Não sei se posso tecer
À luz de meu abandono
As triste folhas de agora
Ou as belas flores de outono
Não sei se posso
Provar das frutas cores
Se em mim
Por tão pouco
Atravessam dissabores
Se o sei, é por agora
Como frutos de um futuro
Dos tempos de outrora
Dos rumos, sem rumos.

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