Incólume Visão
Retiras teu invólucro imaginário
Permeias teu coração emanário
Conduzes as formas
Conduzes os tempos.
Inúmeros como nós.
De tantas matizes, encharcadas de suor.
Nos vastos caminhos
Nas beiras de estradas
Onde a voz do vento
Cintila um agudo irritante
Sente o estrume deixado
Por tantos de nós.
Eis aí o rastro
Que procuras no ventre
Da tua tão incólume visão.
Inalterada.

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